Embaixadores do Plástico

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O programa Embaixadores do Plástico é uma iniciativa de educação ambiental da Quattor, segunda maior indústria petroquímica e de resinas termoplásticas da América Latina. O objetivo dessa iniciativa é conscientizar para a importância da separação de materiais descartáveis e, especialmente, incentivar os cidadãos a conhecer e a entender todos os aspectos que envolvem o ciclo sustentável da reciclagem.

Sediada no Rio de Janeiro, com Unidades Industriais no Grande ABC/SP, Camaçari/BA e Duque de Caxias/RJ, a Quattor é uma indústria de soluções em plásticos. Dessa forma, preocupa-se com a utilização e o correto descarte desse importante material e nas suas variadas aplicações. Em todo o seus ciclo de vida o plástico é capaz de milhares de empregos, contribuir para a manutenção da saúde pública, evitando doenças e infecções, garantir a conservação e a preservação de alimentos e movimentando grande parcela da economia de todas as nações.

Tópico 01: Algumas verdades que todo Embaixador deve conhecer sobre o plástico 

  • As embalagens plásticas estão presentes em aproximadamente 50% dos bens de consumo;
  • Sem a utilização de embalagens plásticas, o peso dos produtos aumentaria quatro vezes, os custos de produção e o consumo de energia dobrariam; e o volume de desperdício de materiais e alimentos aumentaria em 150%;
  • O plástico é fator de garantia para manutenção da saúde pública: imagine um supermercado expondo seus produtos a granel, expostos a insetos e a roedores, durante a noite;
  • O plástico torna nossas vidas mais seguras e é imbatível em prevenção de acidentes:  airbags, cintos de segurança, cadeiras para bebês, capacetes para ciclistas, dispositivos médicos, entre muitos outros exemplos, em todos eles o plástico está presente;
  • O plástico é um dos mais eficientes e versáteis materiais já colocados à disposição da sociedade.
  • O plástico contribui de maneira significativa para os objetivos vitais do desenvolvimento sustentável, um círculo virtuoso:  com a introdução dos plásticos, os produtos se tornaram mais baratos e, consequentemente, mais acessíveis a parcelas maiores da população, o que significa dizer que o plástico democratizou o consumo. Mais consumo gera mais empregos. No Brasil, a Cadeia do Plástico emprega quase 350 mil trabalhadores diretos;
  • Proteção ao meio ambiente: o plástico ajuda a economizar recursos naturais, como combustíveis fósseis e energia. Produtos plásticos contribuem para a economia de água e a conservação de alimentos;
  • O plástico consome uma pequena parcela (apenas 4%) do petróleo mundial como matéria-prima. Além disso, a indústria é uma incentivadora da reutilização e da reciclagem dos resíduos, ou de sua transformação em energia;
  • Produtos plásticos em uso economizam petróleo:  100 kg de peças plásticas de automóveis reduzem o consumo de petróleo em cerca de 12 milhões de toneladas por ano na Europa, e a emissão de CO2 em cerca de 30 milhões de toneladas por ano. No Brasil, as embalagens tiveram seu peso reduzido em 50%, nos últimos dez anos, a partir da introdução dos plásticos;
  • Os plásticos são muito valiosos para serem desperdiçados, mesmo no fim de sua vida útil. Após sua utilização, o plástico pode ser reciclado ou utilizado como combustível alternativo. Os resíduos plásticos têm valor calorífico comparável ao do carvão, mas com baixa emissão de CO2;
  • Energias renováveis como painéis solares e turbinas eólicas utilizam plástico em sua fabricação;
  • Mais de um bilhão de pessoas no mundo não tem acesso a água potável. O plástico preserva e distribui água de forma econômica, segura e confiável;
  • Nenhum outro material pode competir com o plástico quando se considera demanda tecnológica e preservação de recursos naturais;
  • A durabilidade é outra grande qualidade do plástico: imagine o que aconteceria se tubulações de água, próteses, peças para automóveis e aeronaves fossem produzidas com materiais não duráveis, vulneráveis às intempéries e ao ataque de agentes naturais?
  • Nos próximos 10 anos, estima-se que o uso de embalagens plásticas por unidade seja reduzido em 28% graças às descobertas tecnológicas.

Fontes: APME Europa e Plastivida.

Tópico 2: Plástico, papel, vidro e metal: quais tipos podem ser reciclados?

Você já separa o seu lixo doméstico e o envia para a reciclagem? Ótimo. Mas será que você está separando o lixo de maneira correta? É importante conhecer a lista de materiais que não podem ser reciclados. Acompanhe abaixo e sempre descarte os não-recicláveis junto com o material orgânico.

Plástico

Recicla - Embalagens de xampus, detergentes, refrigerantes, alimentos, tampas plásticas, canetas esferográficas, escovas de dente, baldes, artigos de cozinha, potes, isopor, sacos.

Não Recicla - Plásticos termofixos (eletro-eletrônicos e alguns computadores), telefones e eletrodomésticos, plásticos tipo celofane, embalagens metalizadas, espuma, fraldas descartáveis e absorventes íntimos, cabo de panela, tomada, barbeador descartável, filme fotográfico, embalagens a vácuo, papéis plastificados.

Papel

Recicla - Cadernos, papeis de escritório, jornais, revistas, papel de embrulho, papel de seda, cartões e cartolinas, caixas de papelão, papel Kraft, papel heliográfico, papel filtrante, papel de desenho.

Não Recicla - Papéis e papelões sujos, engordurados ou contaminados com alguma substância nociva à saúde, papel celofane, papel-carbono, lenço de papel, papel higiênico, guardanapos, papel vegetal, fotografias, fitas adesivas e etiquetas.

Vidro

Recicla - Garrafas, cacos, potes e frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes).

Não Recicla - Vidros temperados de janelas, Box e banheiros; vidros de automóveis; formas, panelas e travessas; tubos de televisão e válvulas; ampolas de medicamentos; cristal; vidros temperados planos; espelhos; louça, cerâmica e porcelana.

Metal

Recicla - Latas de alumínio (refrigerante, cerveja), latas de aço (lata de sardinha, óleo, creme de leite), papel alumínio, pregos, cobre, latão, chumbo, bronze, ferro e zinco e pequenas sucatas.

Não Recicla - esponja de aço, tubos de metal, clipes e grampo.

Dicas de Reciclagem para o dia-a-dia:

  • Reduza a quantidade de lixo produzido, aproveite o que puder dos alimentos. Por exemplo, cascas e folhas de frutas, legumes e verduras são altamente nutritivas e podem ser transformados em pratos saborosos;
  • Se possível, reutilize os produtos antes de jogá-los fora, usando para a mesma função ou criando novas utilidades. Doe produtos para instituições de caridade;
  • Consuma o necessário, mas sem exageros. É importante consumir produtos mais duráveis;
  • Quem tem crianças pode fazer brinquedos artesanais com caixas de ovos, tampinhas e garrafas plásticas, rolo de papel higiênico. Lata de extrato de tomate vira porta-lápis, por exemplo;
  • Use os papéis dos dois lados e imprima somente o necessário;
  • Não jogue pilhas no lixo comum, elas contaminam o meio ambiente. Descarte em postos de coletas;
  • Reutilize as sacolas plásticas.

Fontes: Instituto GEA, Wikipedia, Via6, Almanaque do Adolescente.

Tópico 3: É possível viver sem plástico? 

Por Júlio Cezar Roedel*

Você já imaginou viver no mundo de hoje sem o plástico? Pare e observe atentamente ao seu redor, com certeza algum material próximo será de plástico. Agora, imagine se a matéria-prima dessa peça fosse substituída por outro material em pleno século XXI. Um pen-drive de alumínio? Uma seringa de metal? Nos dias de hoje, é impossível pensar no bem-estar da população sem os benefícios gerados pela indústria plástica e seus progressos tecnológicos. O plástico é indispensável na infraestrutura atual e do futuro, em tubulações e canalizações, assim como nos meios de transporte, tornando trens, carros e aviões mais leves e, portanto, mais econômicos. Isso sem falar na biomedicina, na qual temos seringas, implantes e próteses e até um coração artificial de plástico, que mantém o paciente vivo até ser transplantado. O consumo per capita do material vem registrando taxas de crescimento superiores às do Produto Interno Bruto (PIB). Pelas projeções, até 2010, o consumo anual por habitante, no mundo, será de 33 kg, com crescimento de 10% em relação a 2007, quando era de 30 kg. Ou seja, trata-se de uma indústria que gera 226 mil empregos diretos no Brasil e receitas importantes, que, somente em 2008, representaram cerca de R$ 45 milhões.

Esse aumento no volume de transformação de resinas plásticas tem tornado os produtos do setor cada vez mais visíveis e, inclusive, criticados. Sob essa ótica, o plástico tem sido alvo de conceitos equivocados por não ser biodegradável, quando na verdade é inerte e atóxico. Ou seja, o que está errado não é a utilização do plástico, mas sim o seu descarte inadequado no meio ambiente. É preciso uma mudança cultural, que mostre às pessoas que o plástico é uma matéria-prima nobre via reciclagem - é o único material 100% reaproveitável. Para desmistificar essa imagem do plástico como vilão e incentivar o descarte correto do material, o Sinplast, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFET), campus Sapucaia do Sul, apresenta o projeto Sustenplást – RS Plástico Inteligente. A iniciativa está baseada em três pilares: a utilidade do plástico, seu descarte adequado e a reciclabilidade.

Júlio Cezar Roedel é Coordenador do Projeto Sustenplást - RS Plástico com Inteligência

Tópico 4: Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas

Em 2007, um estudo revelou que as sacolas plásticas de supermercado que deveriam ter 27 micras de espessura, com resistência para 6 Kg, tinham apenas 19 micras. Na época, um teste feito pelo Inmetro reprovou as 19 sacolas examinadas, por não cumprirem todas as determinações.

Esse quadro levava ao consumo excessivo, comprovado por outros dados do estudo, como: 100% reutilizam a sacola como Saco lixo; 75 % são amplamente favoráveis ao fornecimento do acessório pelo comércio; e 71% consideram a forma ideal de transportar as compras. Em uma nova pesquisa, em julho deste ano, o cenário permanecia praticamente o mesmo: 69% continuam considerando a forma ideal de levar as compras para casa; 43% confiando pouco e 39% não confiando na resistência das sacolas.

Com o resultado ficou claro que era necessário aumentar a resistência dos produtos. Assim, a Plastivida, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (Abief) e o Instituto Nacional do Plástico (Inp) se uniram e firmaram parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que atende mais de 75 mil lojas em todo o Brasil, lançando o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas.

Para mais informações acesse:

Plastivida
Sacola plástica mais resistente

Tópico 5: Plásticos são sustentáveis, só depende de nós.

Insuflado por um ecomarketing desprovido de seriedade e sem maior compromisso com o rigor técnico, o debate sobre a correta utilização de sacolas plásticas assumiu um caráter emocional. Ficou distante até da boa intenção dos ambientalistas que o iniciaram, pensando ingenuamente que banindo os sacos plásticos contribuiriam para a preservação ambiental. Esta fuga da racionalidade agravou-se depois de alguns governos estaduais e municipais tentarem obrigar o varejo a substituir as sacolinhas por sacolas oxidegradáveis, incorreta e marqueiteiramente denominados de oxibiodegradáveis. Não sabiam que estas embalagens, sim, são danosas ao meio ambiente, por não serem passíveis de reciclagem mecânica e se converterem em um pó, que poderá ser ingerido pela fauna e contaminar os cursos d'água, comprometendo a qualidade de vida das gerações futuras.

As sacolas plásticas tornaram-se indispensáveis à vida moderna, assim como os demais produtos feitos com esse material. Práticas, modernas, econômicas, higiênicas, inertes, acessíveis, reutilizáveis, 100% recicláveis e com elevado conteúdo energético, as sacolinhas vieram para ficar.

Pesquisa feita pelo Ibope comprovou que 100% dos consumidores reutilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico e 71% as consideram a forma ideal de transportar as compras. Por isso, 75% disseram ser amplamente favoráveis ao seu fornecimento pelo comércio varejista.

Entretanto, dois fatores contribuíram para prejudicar essa percepção positiva. Primeiro, o mercado foi abastecido por sacolinhas mais finas, que não atendem à qualidade mínima exigida pela Norma Técnica ABNT 14.937. Isso obrigou os consumidores a colocarem um saco dentro do outro para carregar produtos mais pesados, ou enchendo-as somente pela metade gerando grande desperdício.

Outro fato, foi o descarte incorreto das sacolas, principalmente em bairros desprovidos de coleta de lixo. Abandonados em sarjetas ou córregos d'água, esses sacos tornaram-se a parte visível de uma poluição causada por outros dois problemas graves: a falta de educação ambiental da população e a ausência de coleta de lixo e de coleta seletiva.

Foi com base nesse diagnóstico que a Plastivida- Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e o Instituto Nacional dos Plásticos (INP) iniciaram com sucesso, em 2007, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Dentro do programa, a distribuição de sacolas mais resistentes e a educação dos funcionários e consumidores, dos supermercados, para que aproveitem integralmente a capacidade dessas embalagens otimizou sua utilização e acabou a necessidade de colocar uma sacola dentro da outra. Resultado nas redes de varejo que abraçaram o programa: reduziu-se o consumo de sacolinhas em até mais de 30% e se conscientizou a população a não desperdiçar as sacolinhas.

Baseado no princípio dos três erres – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – o programa entra agora em uma segunda fase, com a Campanha Nacional de Educação Ambiental, por intermédio de uma ampla exposição publicitária na mídia. Em inserções, nos principais veículos de comunicação do país, estamos demonstrando que as sacolas plásticas são indispensáveis à vida moderna e merecem dos consumidores, uma utilização ambientalmente correta, por meio da prática dos três erres.

Como novidade, estamos estimulando o debate sobre a Reciclagem Energética dos plásticos. Ela está prevista na Lei Estadual de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo e foi incorporada no projeto da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A ideia é trazer para o Brasil, o que já vem sendo praticado com sucesso em 850 usinas de 35 países, que transformam 150 milhões de toneladas de lixo por ano em energia, por meio de processamento não poluente. Os resíduos gerados por uma cidade, com 180 mil habitantes, podem produzir energia suficiente para 56 mil pessoas.

Nessa direção, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e a Plastivida firmaram recentemente um convênio, para estudar a viabilização dessas usinas no Brasil, dentro da ótica do Desenvolvimento Sustentável.

Desta forma, estamos reintroduzindo a racionalidade no debate, com a mensagem de que os plásticos são sustentáveis: só depende de nós aplicarmos os três erres na sua utilização.

Escrito por Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan (RJ) e do Conselho Executivo da Associação Brasileira de Embalagens (Abre) e publicado pelo Jornal do Brasil, página A9, no dia 27/10