Aumenta o consumo consciente

O que era apregoado por uma pequena parcela consciente da população, agora permeia todas as classes sociais: é preciso praticar os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) para combater o aquecimento global e tornar o planeta sustentável.

A da importância dessa prática com relação às sacolas plásticas caminha muito bem. A população rapidamente percebeu que não se trata de banir essas embalagens, mas sim de consumi-las. Duráveis, práticas, leves, econômicas e impermeáveis, as sacolas plásticas consagraram-se como o meio ideal para transportar as compras. Higiênicas e atóxicas, têm sua utilização autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar em contato com alimentos e medicamentos. Tudo isso, com a vantagem de serem reutilizáveis e 100% recicláveis.

Carbono armazenado - O que poucos sabem é que, além dessas vantagens, as sacolinhas plásticas também oferecem uma relevante contribuição ao meio ambiente. Por terem uma longa vida, elas armazenam por décadas o carbono e a energia que entraram em sua fabricação. Assim, contribuem para não agravar o efeito estufa. Sua reciclagem contínua permite a redução do consumo de matérias-primas não renováveis.

O consumidor foi estimulado a utilizar responsavelmente as sacolinhas e não desperdiçá-las pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, uma iniciativa da Plastivida Instituto Sócio- Ambiental dos Plásticos, do Instituto Ambiental (INP) e da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).

Apoio - O programa recebeu o apoio da Associação Brasileira de Supermercados e de suas filiadas nos Estados mais importantes. E espalhou-se pelo País, com resultados bastante promissores. Em 2008, primeiro ano de implementação do programa, houve uma redução de 10,5% no número de sacolas fabricadas. No primeiro semestre de 2009, a redução subiu para 15%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Isto significa que de 17,9 bilhões de sacolinhas fabricadas em 2007, o Brasil passou para 16,4 bilhões em 2008. Para 2009, a previsão é de 15 bilhões.

Etapas - Isso foi possível graças ao cumprimento de algumas das várias etapas daquele Programa. A primeira foi a fabricação de sacolas mais resistentes, dentro da norma técnica. Isso acabou com a necessidade de colocar um saquinho dentro do outro para transportar produtos mais pesados. A segunda etapa foi o engajamento de quatro das seis maiores redes de supermercados, que passaram a utilizar as sacolinhas resistentes e orientaram empacotadores, caixas e consumidores para aproveitar a plena capacidade dessas embalagens.

Os consumidores também têm sido estimulados pelo governo e pela mídia a reduzir o consumo, reutilizar e reciclar as sacolas. A mais recente dessas iniciativas tem sido implementada por meio da veiculação de uma grande campanha publicitária nacional, nos principais meios de comunicação, divulgando essas práticas. A campanha orienta os consumidores a entrar no hotsite www.sacolinhasplasticas.com.br, onde se encontram todas as informações e orientações necessárias para o exercício do consumo consciente das sacolas.

É sempre oportuno lembrar outra alternativa para a redução do consumo dessas embalagens. As sacolas ecológicas, também conhecidas como ecobags, estão na moda e ganharam espaço como alternativa ambientalmente correta às necessidades cotidianas de transporte das compras. Quando confeccionadas com plásticos, constituem-se em uma opção que combina leveza, segurança, versatilidade, estilo, durabilidade e sustentabilidade. São fáceis de limpar, evitam contaminação de resíduos das compras, são impermeáveis e oferecem diversas possibilidades de design e impressão.

Francisco de Assis Esmeraldo
Presidente da Plastivida